Há uma enorme confusão quanto à idéia de ser ateu. Para muitos, o termo indica, além do seu sentido real, uma sensação pejorativa de maldade sempre vigente. Apesar de várias pessoas ilustres, reconhecidamente atéias, terem se manifestado em prol da paz mundial e contrárias às injustiças sociais e raciais, como também à fome no Terceiro Mundo, não foi suficiente para obliterar tamanha falácia. O próprio Carlitos em O Grande Ditador de Charlie Chaplin fez menção a algo tão sublime que por si só já seria suficiente para desbancar tal rótulo acerca do sentido da palavra em questão.
Quantas e quantas vezes, mais e mais letras de músicas são traduzidas para outras línguas (às vezes, quase que parodiadas) e, no entanto, quando sua mensagem descamba para o lado religioso em tons de crítica, vê-se logo surgir, como forma de censura, um verdadeiro desprezo pela mensagem que encerra. Uma que deveria merecer total relevância seria o que nos diz John Lennon em sua música Imagine. Ele, como líder do grupo The Beatles, a banda mais famosa do planeta, compôs sua célebre canção que contagiou bilhões de pessoas em todos os cantos do mundo por ter um arranjo maravilhoso, uma voz insubstituível e uma melodia digna de ser uma maravilha da natureza. Até então seria normal o respaldo geral, todavia, no que diz respeito à letra, há aqueles que torcem o nariz na tentativa de desmerecer o aspecto principal de tão famosa obra prima. Toda essa celeuma silenciosa se dá pelo simples fato de o autor nos pedir para que imaginemos um mundo melhor... onde reine a paz e a igualdade entre os povos. Um lugar que não haja fronteiras, diferenças, ódio (até aqui, o que Jesus pregou) e nem religião, também... Pronto!!! Até então, nada a dizer contra, mas ao se tratar a fé como algo desnecessário, foi o suficiente para que se criasse uma muralha no sentido de abafar a divulgação de tal letra permeada de´idéias subversivas e heréticas`.
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